Poesias de Cum Força

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

NO DIA A DIA A TRADIÇÃO E A VIDA DO SERTÃO.- Poeta Esperantivo



No dia a dia a tradição
E a vida do sertão



O cachorro quando uiva
Esta dando seu sinal
O preá na macambira
Se esconde afinal
Fugindo do predador
Que lhe caça onde for
Neste ciclo natural

Na lavoura põem veneno
Para as pragas matar
Esperando um bom tempo
Para a lavoura lucrar
Se tem chuva tem fartura
Pois toda agricultura
A água faz verdejar

Num raiar de um poema
O vaqueiro se levanta
Toma logo seu café
Pega a sela e a manta
Monta no seu alazão
Aboiando no sertão
Volta na hora da janta

01

O cantar do acauã
Bem pertinho do seu ninho
Na sombra do umbuzeiro
Cuidando do filhotinho
O sol quente a brilhar
Fazendo a goela secar
Clama por água o bichinho

Eu na lavoura da mente
Seu sentimento plantei
O amor pelo sertão
E muito me contentei
Vencendo dificuldades
E matando as saudades
No alpendre mentalizei

O aveloz ressequido
Como a minha solidão
O pintinho se esconde
Do bote do gavião
O seu grande predador
Jia foge do calor
Mergulha no cacimbão

02

No sertão tem harmonia
Como nota musical
Tem decência e respeito
E um clima fraternal
Tem brio e poesia
Lá nasceu a cantoria
De Pinto e Lourival

Bezerro poja no peito
De manhã fica a urrar
Quando o vaqueiro o afasta
Para a vaca ordenhar
Depois leva pro curral
Forrageira mel e sal
Solta o gado pra pastar

Na hora do sol poente
Fica um belo dourado
Depois muda pro laranja
Vem o arrebol esperado
Abraçando com a lua
Pois a noite agora é sua
Como um peixe fisgado

03

O sertão tem muitas cores
E muita variação
O verde claro na chuva
A seca peca pelo verão
Com inverno tem fartura
Dar trovão sai tanajura
No campo a floração

Umburana bem frondosa
Com uma bela estrutura
A sua madeira nobre
Serve pra xilogravura
Já esta em extinção
Precisa de proteção
Para a geração futura

O Aticum quando flora
Um forte aroma tem
Atraindo as abelhas
Pra polinizar também
Seu nécta vem recolher
Para o seu mal fazer
A natureza provém...
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ARIANO SUASSUNA-( 80 anos de Literatura)- Adelmo Vasconcelos



ARIANO SUASSUNA
                                                         (80 Anos de Literatura)
Eu peço a Deus nesta hora
Que me olhe lá de cima
Abençoe  o meu poema
Cada verso, cada rima
Porque escrever Cordel
Me alegra, me anima.
                As palavras vão surgindo
                Como um grande oceano
Na terra de Pernambuco
Ou solo Paraibano
Os poetas me inspiram
Todos os dias do ano.
Os versos se apresentam
Para homenagear
Grande vulto nordestino
Talvez o mais popular
Escritor que admira
Um galope à beira mar.
                ARIANO SUASSUNA
                Esbanjando sapiência
                Completa oitenta anos
                Com saúde, competência
                Seu nome é um sinônimo
                Do dom da inteligência.

ARIANO, grande ídolo
De João Grilo, brincalhão
Zé Limeira, Alceu Valença
Vitalino, Lampião
João Cabral de Melo Neto
De Chicó e Gonzagão.
                O mestre Salustiano
                Quarteto Armorial
                Vieram dar parabéns
                Ao artista genial
                Fernando e Isaura, vi
                Na missa da catedral.
Olha  quem chegou, agora
Na sua festa porreta
Véio Mangaba, Marinho
Abraçados com Tonheta
E  Antônio da Nóbrega
Com a Nau Catarineta.
                Ler ARIANO, pra mim
                É uma viagem pura
                Pois falar de seus romances
                De teatro e de cultura
                Ilumina a estrada
                Que um dia foi escura. 

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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

NO SERTÃO TEM CARNAVAL - Kleber Araújo



                   I
Um frevo de pé-de-serra
Esse ano eu vou fazer
E vou mostrar prá você
Cuma é bom na minha terra
Lá o bode quando berra
A folia é legal
É mesmo sensacional
Ver boi brabo e burrinha
E um matuto de sombrinha
No Sertão tem Carnaval
               II
     (Bel Salviano)
Quando o dia amanhece,
Folião já preparado,
O coco já ta formado,
O furdunço ali já cresce,
Um clarim já estremece,
Já nos dando o sinal            
 Com seu som artesanal,
Toca frevo e marchinha,
E o matuto de sombrinha,
No sertão tem carnaval

01





              III
Um bloco de cangaceiro
Desceu lá da capoeira
Menino deu uma carreira
Tem um urso no terreiro
E um bebo bagunceiro
Indecente e imoral
Comendo caju com sal
Tomando sua caninha
E um matuto de sombrinha
No Sertão tem Carnaval
             IV
Atrás de um boi mandingueiro
Vem um monte de criança
Todo mundo entra na dança
Mas quem nunca foi vaqueiro?
Quando o boi corre ligeiro
Alevanta o poeiral
Prá pegar o animal
Vem um trio de burrinha
E um matuto de sombrinha
No Sertão tem Carnaval

02






           V
Tiragosto é imbu
Farinha com tanajura
Do bode tem a fussura
E o rabo do tatu
Tudo isso com Pitu
Deixa agente sem igual
Achando que é o tal
Ciscando que nem galinha
E um matuto de sombrinha
No Sertão tem Carnaval
               VI
Um magote de menino
Já subiu no caminhão
A lona é um piscinão
A praça é o destino
Quando o carro vai subindo
Água cai no lamaçal
A turma dá o sinal
Lá vem um almofadinha
E um matuto de sombrinha
No Sertão tem Carnaval

03





                 
              VII
    (Bebé de Natércio)
Comprei uma radiola
2 LPs de Capiba
8 lito de biriba
Chamei minha curriola
Fiz reco-reco de mola
Pois meu bloco é o maioral
Com engov e sonrisal
Assim é a festa minha
E quando empunho a sobrinha
No Sertão tem Carnaval
            VIII
Farinha de trigo e ovo
Pro entrudo começar
Tá limpo? Vamos melar
Quem não tá mela de novo
Mela vei e mela novo
Com água e colorau
Nessa guerra o arsenal
Tá guardado na cozinha                                 
 E um matuto de sombrinha  
 No Sertão tem Carnaval

04

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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

QUATORZE ANOS DE HISTORIA - Poeta Esperantivo


Jornal  Voz do Planalto
Quatorze Anos de História

Autor: Esperantivo

Em Janeiro de dois mil
Ramos deu um grande salto
Lançou naquele momento
A nossa voz do planalto
Um jornal de qualidade
Em nossa localidade
Foi importante de fato

Abordou sem artefato
Na primeira edição
Abastecimento  d´água
Em toda a região
Colapso podendo causar
Se não  lhe racionar
Durante todo o verão

De ramos a emoção
Também da comunidade
De ver o conhecimento
Num jornal de qualidade
Cultura e economia
Política e astronomia
Tudo que ocorre na cidade

01

È nesta localidade
De Carpina meu irmão
Que circula o jornal
Com grande aceitação
E em toda mata norte
O planalto fica forte
Entre a população

Passou por evolução
Melhorando a qualidade
Pois o que já era bom
Aumentou a intensidade
Com muita luta e vigor
Competência e amor
Faz o jornal é verdade

Pois a credibilidade
Do povo foi conquistando
Pois a cada edição
Foi se aperfeiçoando
Com cobertura estampada
Numa coluna bem montada
E o povo assim gostando

02

Desta forma divulgando
Em toda comunidade
E o jornal voz do planalto
Ganhou fama na cidade
E em outras regiões
Já são várias edições
Nestes quatorzes de idade

Isto é capacidade
Amor e perseverança
Pesquisa dedicação
Muita luta e esperança
Com artigos publicados
De carpina e outros estados
Mantendo esta aliança

Ganhando a confiança
De todos os seus leitores
Assim a voz do planalto
Vai mostrando seus valores
Trazendo informação
Da cidade e sertão
Com projetos promissores...

03



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