Poesias de Cum Força

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Angela Maria,nossa eterna Sapoti

Peço licença aos Deuses
Da música e da poesia
Pra falar desta cantora
Na garganta uma sinfonia
No radio ela era rainha
Será que alguém adivinha?
Falo de Angela Maria.
Sábado foi o triste dia
Que ela foi encantada
Num hospital em São Paulo
Onde estava internada
O Brasil logo chorou
Tudo que é fã lamentou
Essa morte inesperada .
Foi uma coisa complicada
infecção abdominal
Que tomou conta dos órgãos
E fez ela passar mal
Nossa sapoti querida
Disse adeus a esta vida
Num leito de hospital .
Com uma voz fenomenal
E de grande qualidade
Ela sempre fez sucesso
Mostrando capacidade
Cantava com alegria
Nossa Angela Maria
Foi uma diva de verdade.
Desde da tenra idade
Na igreja já cantava
O pai pastor protestante
Ela sempre o acompanhava
E nos cultos semanais
Angela ao cantar nos corais
Nosso Deus ela louvava.
Satisfeita não estava
Seu sonho era ser cantora
Ver seu nome nos letreiros
De uma grande emissora
E assim foi se imaginando
Com certa fama sonhando
Assinar com uma gravadora.
Mas antes foi inspetora
Tecelã foi operária
Em uma fábrica de lâmpadas
Trabalhou esta canária
Já sabia Angela Maria
Que a sua voz um dia
Pra arte era necessária.
Essa nossa grande ária
Moça jovem e descente
Começou a frequentar
Com um nome diferente
E com sua voz de ouro
Os programas de calouros
Escondida dos parentes.
Ela foi primeiramente
No Arnaldo Amaral
Rádio Clube do Brasil
Hoje rádio mundial
Digo também foi de fato
No programa hora do pato
 Na radio nacional.
Com grande potencial
Afinada harmoniosa
Cantou para Ari Barroso
E saiu vitoriosa
Esse era enjoado!
Mas ficou foi encantado
Com a voz melodiosa.
E essa estrela brilhosa
Tinha muito pra brilhar
Em plena era do rádio
Começou ela a cantar 🎤
Na casa dancing avenida
E lá foi bem recebida
Pelo público do lugar.
Logo começou chegar
Amigos compositores
Erasmo Silva e Jaime
Moreira,dois bons autores
Logo eles a convidou
Fez um teste e ela passou
No crivo dos diretores.
Saibam que os tais senhores
Dirigiam uma emissora
A rádio Mayrink Veiga
Rádio grande e promissora
E assim Abelim Maria
Da Cunha,naquele dia
Se tornou grande cantora.
Mas por muito tempo fora
Sempre por seus fãs amada
Gravando vários sucessos
Suas canções aclamadas
“Não tenho você” a primeira
Música,sucesso na carreira
Desta cantora afamada.
Não quero esquecer de nada
Quando pensou no sucesso
Abandonou os estudos
E o trabalho em excesso
Foi viver com a irmã
Incentivadora e fã
Que morava em Bonsucesso.
Sempre fui seu fã confesso
Fiz por isso este cordel
Falando da sapoti
Que agora está no céu
 Foi na música uma grandeza
Voz de uma rara beleza
Vou sempre lhe ser fiel.
Hoje tem de carretel
Toda taquara é cantora
No tempo da sapoti
Só com voz superiora
E tambem muito talento
Pra ter sucesso e acento
Numa grande gravadora.
Num concurso em emissora
Numa escolha popular
Eleita rainha do rádio
Com o primeiro lugar
No mesmo ano estreou
Um filme que se chamou
“Rua sem sol” pode anotar.
Vale o que vou lembrar
Que um homem influente
Disse:essa cor de sapoti
E essa voz que encanta a gente.
De sapoti lhe apelidou
Getúlio Vargas falou
Um dos nosso ex presidente.
E o sucesso foi em frente
Como “fósforo queimado “
“Ave maria no morro”
Outro sucesso cantado
A “vida de bailarina”
“Gente humilde”que fascina
Pelo público aclamado.
Muito depois foi lançado
Com Cauby grande cantor
Um disco que essa dupla
Afinada e de valor
Depois repetiu ao vivo
Novo disco , belo altivo
Falando só de amor .
Outro disco arrasador
Que fez bastante sucesso
Foi o seu cd “amigos”
Tinha amigos em excesso
Bethânia Caetano Veloso
Nosso Roberto famoso
E mais gente eu confesso.
Está terminando o verso
Quem é seu fã se comove
Nascida em 13 de maio
No ano de 29
No cordel quis relatar
Quem nasceu para cantar
Parte agora se demove.
Ao leitor que ele aprove
Lendo sobre Angela Maria
Tracei sua trajetória
A musa que foi um dia
Imortal essa mulher
Rainha onde estiver
Deus a receba com alegria.
Altair Leal -30/09/2018.


domingo, 2 de setembro de 2018

AS MUDANÇAS DA ISO 17025

Autora  Lucia Motta





a norma por todos seguidas
para a acreditação
está com a cara nova
2017 é a versão

mudou muito? SIM E NÃO
depende de quem interpreta
e a gestão de riscos
chegou na hora certa.

requisitos da direção
e os requisitos técnicos
foram trocados na nova
por abordagem de processos.

requisitos sobre politicas
tambem sobre procedimentos
mutos foram eliminados
pra melhor conhecimento.

COLOCAMOS APENAS A PRIMEIRA PÁGINA DO CORDEL.
CAMINHANDO PARA OS CEM ANOS
Autor João Carlos
datas comemorativas - sextilha


Setembro no seu começo
Já se vão noventa anos
Dona Julia sentiu dor
Augusto arruma os panos
Tava chegando mais uma
Para se juntar aos manos

A parteira do engenho
Rapidinha e vedete
Gritou para a assistente
Vá preparando a manchete
Terezinha foi o nome
Que botaram na pivete

Pense no antigamente
Sem radio ou televisão
Tempo em que fazer menino
Era a grande diversão
Augusto era muito ativo
Era fermento no pão

Precisaram se mudar
Muita crença e esperança
Saúde pra seu Augusto
Quanta gente na mudança
Encheu um vagão de trem
Haja choro de criança

Chegaram lá em São João
Bem no centro agrestino
Não mudou a produção
Cada ano mais menino
Terezinha já cuidava
De quem era pequenino

Ia criando os irmãos
Como a sua ninhada
Se menino mais moleque
Passasse pela calçada
Chamava: venha pra dentro
Se não vai levar pancada
Quando já fruta madura
Um plano arquitetou
Vou pegar este viúvo
Pois balzáquia eu já estou
Vou puxar uma conversa
Pra isto se preparou

O fato é importante
Vale a pena relembrar
O vizinho estava aflito
As lágrimas a lhe rolar
Não chore mais a finada
A gente pode casar

Logo rolou o engate
Dois enlaces num só dia
Terezinha com Pedrinho
Casamento contraia
E Zildinha pra Totonho
Sua mão lhe concedia

E no frio de São João
A donzela se soltou
O bucho logo cresceu
O boato então rolou
Parideira como a mãe
A fábrica inaugurou

O dinheiro era pouco
Para não falar minguado
Vender o feijão na feira
Dava até um apurado
Mas tirando as despesas
Só restava um trocado

Ela então fechou a mão
Gastar era uma ameaça
Guardava todo tostão
Pra não ter uma desgraça
Faltar comida em casa
Não é coisa que se faça




Tal qual a irmã Zezinha
Fez da igreja a morada
O padre seu grande herói
Que reza exagerada
Não tem outro passatempo
Qualquer coisa desagrada...

colocamos apenas parte do cordel.






FALTANDO DEZ PARA CEM
                                     Autora: Salomé

Hoje o dia é de festa
Temos que comemorar
Este importante evento
Uma data singular
O calendário mostrando
É hora de celebrar

É primeira na família
A completar esta idade
Tem um grande privilégio
Inspira vitalidade
E com louvor vem ganhando
Mais prazo de validade

Com o tempo foi treinando
Deixar a mente ativa
Agregando atividade
Para não ficar passiva
Fortalecer os neurônios
Enfrentando a roda viva

Nos trabalhos manuais
Faz tricô com perfeição
Casaco, luva, sapato
A preço de ocasião
Vale pela atividade
Dinheiro não ganha não

Tem adotado um vício
Considerado saudável
Preencher caça-palavras
É tarefa incansável
E quando fica difícil
Filar passa a ser viável...

colocamos apenas parte do cordel.



VIAGEM A ARGENTINA

Socorro Cintra

estilo viagem ,em sextilha






neste primeiro cordel
gostaria de narrar
as férias na argentina
e dos portenhos falar
eu fiquei tão fascinada
que nem queria voltar

as minhas primeiras ferias
na historia vão ficar
Pois de tudo aconteceu
lamentei por não filmar
apenas fotografei
não havia celular

um dia num restaurante
logo depois do jantar
vimos um palco subir
e um belo show começar
lindos portenhos bailando
fiquei pasma a admirar...

TEXTO COMPLETO COM AQUISIÇÃO DO CORDEL





O CORDEL DO BATIZADO
Autora Lucia Motta
estilo  religioso
em quadrinhas

eu vou contar pra vocês
o cordel do batizado
do dia que eu entrei
pra igreja do meu amado.

meu amado e o senhor
vive sempre em irmandade
pai, filho e o santo espirito
fazem uma só trindade

no dia do meu batismo
foi alegria geral
chorava mãe e madrinha
eu chorei pra ser igual.

com o nome de _____________
recebi o melhor presente
foi gravado lá no ceu
não só hoje, para sempre...



quinta-feira, 28 de junho de 2018


LEMBRANÇAS DO SERTÁO

(Léo Manuel  X  Eduardo Viana)

LM. Andar montado em jumento,
Limpar mato no roçado .
Fazer chiqueiro pra porco,
Cortar cana para o gado.
São coisas do sertanejo
Que já fiz no meu passado.

EV. Eu cortei terra de arado,
Bati enxada no trilho.
Já vesti calça de mescla
Parecendo um andarilho.
Tirei água de cacimba
Fiz carvão e ralei milho.

LM. Estou lembrando do brilho
Da fogueira de São João.
Das quadrilhas, brincadeiras,
Bandeirinhas e balão.
Também das comidas típicas
Do meu querido sertão.

EV. Bacamarte e foguetão
Faziam a terra estrondar.
Tiro de “peido de veia”,
Lenha verde a fumaçar.
E na brasa da fogueira
Milho verde pra assar.

LM. Um repentista a cantar
As coisas da nossa gente.
E no alpendre da casa
Uma velha já sem dente
Contando para o netinho
Os causos de antigamente.

EV. A meninada contente
Brincava fazendo pega.
Dois cabras negociando
Uma cabra numa jega.
Pra depois comemorar
No balcão duma bodega.

LM. Marré-marré, cabra-cega,
Pião, bola, amarelinha,
Esconde-esconde, peteca
E ciranda cirandinha.
Tantas outras brincadeiras
Que no meu passado tinha.

EV. A reza da ladainha
Onde a sala era o cenário.
Pai e Nosso, Ave Maria
Pelas contas do rosário.
E um coração de Jesus
Enfeitava o calendário.

LM. Tinha o canto do canário
Preso dentro da gaiola.
E meninos e meninas
No mesmo jogo de bola
Aproveitando o recreio
No campinho da escola.

EV. A patativa de gola
Em um galho de jurema
Se balançando no vento
Como quem fez um poema.
São lembranças sertanejas
Que falamos nesse tema.

LM. O sertanejo da gema
Sempre gostou de coalhada,
Farinha com rapadura,
Baião de dois, panelada,
Cocada, alfenim, pirão,
Cuscuz, toucinho e buchada.

EV. A rapadura raspada
Dava um gosto no café.
Um pirão de corredor
Dava força e dava fé.
E farofa de toucinho
Deixava o sujeito em pé.

LM. O famoso arrasta-pé
Pra dançar com um xodó
Numa sala de reboco
Onde existia um forró.
E um bêbado alegre dizia
“Num conheço algo mió".

EV. Uma pedra de quixó
Para se pegar preá.
Na roça de melancia
Tinham rastros de guará.
Hoje morando distante
Sinto saudades de lá.

LM. A cangalha, o caçuá
Sela, perneira, gibão,
Chicote, chapéu de couro,
Um cambito e um surrão
Tudo isso a gente viu
Numa casa do sertão.

EV. Ouvi canto de carão
Para adivinhar chuva.
E já vi roça cortada
Pelo dente da saúva
Na noite preta, da cor
Dum vestido de viúva.

visando preservar os direitos autorais, publicamos apenas parte do cordel,
caso queriam o cordel completo enviem emails ou whatsap para o editor.


CORDEL EM DUPLA,
 PEGANDO NA DEIXA,
 EM SEXTILHA.


Léo Manuel Ferreira Santiago (em arte Léo Manuel) nasceu na cidade de Maranguape-Ceará, aos 10 de abril de 1994. Formado em Gestão Pública pelo Centro Universitário Estácio do Ceará. Já publicou as obras: A vida do agricultor e a conversa do pidão, Evangelizando em cordel, A morte dos três bandidos ou o laço do diabo, A história de Zé Valente e a sexta feira 13, O livro do destino e Tuca o campeão da mentira.

Eduardo Viana de Melo é natural de um sítio no município de Zabelê- PB. Trabalhou na Chesf, onde foi Técnico de Telecomunicações e aposentou-se. Morou em Zabelê PB. , Paulo Afonso-BA. E reside em Recife PE. Na infância sempre admirou a arte dos cordéis e continua admirando. Já escreveu vários trabalhos, só e em parceria. É chegado a um tom humorístico nas suas escritas. Escreve quase que por diversão e passatempo.

 .

segunda-feira, 11 de junho de 2018

LAMPIÃO E A DONZELA CHIQUINHA
autora : Isabel Maia

Neste cordel apresento
uma moça sua historia
lá pra´s bandas do sertão
numa vidinha simploria
Francisca, menina linda
rebelde, contraditória.

chiquinha moça donzela
tinha planos pra fugir
rezava para seus santos
ao deitar para dormir
com o rosario na mão
promessa pra conseguir

lugar sem brilho , sem graça
a moça sempre chorando
do roçado para casa
seu tempo desperdiçando
com pavor de ficar só
travessuras, ia pensando.

preservando os direitos autorais
colocamos apenas a primeira página do cordel.
Cordel em sextilha,  com esquema de rima            X A  X  A  X  A
CORDEL DE 8 PÁGINAS
CORDEL DA VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER
Altair Leal

NESTE CORDEL VOU FALAR
DA VIOLENCIA QUE ACONTEÇE
CONTRA ALGUÉM QUE NÃO MERECE
NEM SOFRER, NEM APANHAR.
POIS MULHER É PRA AMAR
SEJA MÃE OU COMPANHEIRA
IRMÃ, AMIGA, PARCEIRA.
MULHER É ALGO DIVINO
PARA MIM É TRATO FINO
NÃO CABE AÇÃO GROSSEIRA.

GENTE A MULHER É OURO
MULHER É UMA JOIA RARA
JOIA PRECIOSA E CARA
E É DO HOMEM ANCORADOURO
NÃO É PRA SENTIR NO COURO
SINAL NENHUM CHIBATA
PRA MIM É PSICOPATA
QUEM AGE ASSIM SEM RAZÃO
QUEM AMA NÃO BATE E NÃO
CONSENTE QUE OUTRO BATA.

HÁ VIOLENCIA MORAL
INJURIA DIFAMAÇÃO,
CHANTAGEM , INTIMIDAÇÃO
VIOLENCIA SEXUAL
COLETIVA, PATRIMONIAL
OSSEAS, PSICOLÓGICAS
CUTANEAS, NEUROLOGICAS
TAPAS E XINGAMENTOS
HUMILHAÇOES, XINGAMENTOS
E MUITAS  FISIOLÓGICAS.

SEJA MORTE OU ENTÃO LESÃO
FISICA OU PSICOLOGICA
EU NÃO ENCONTRO UMA LÓGICA
NEM TAMBEM EXPLICAÇÃO
SE BATER  PERDE A RAZÃO
E É UMA ATITUDE PRIMATA
POIS NEM MESMO UM VIRA-LATA
EM SUA PARCEIRA ENCOSTA!
COMO É QUE ALGUEM GOSTA
DE UMA PESSOA E MALTRATA?

É UM PROBLEMA DE SAUDE
PUBLICA ,ESSA VIOLENCIA
CONTRA A MULHER É UMA INDECENCIA
MAS É PRECISO ATITUDE
PARA QUE A COISA MUDE
E O AMOR PREVALEÇA
QUE O HOMEM NUNCA ESQUEÇA
É FACIL DE IMAGINAR
POIS MULHER É PARA AMAR
E QUE ELE A MEREÇA.

COMPANHEIRA OU COMPANHEIRO
SEJA PARCEIRO OU PARCEIRA
PRESERVE BRANCA A BANDEIRA
QUE O AMOR VENHA PRIMEIRO
QUE UM DO OUTRO AME O CHEIRO
QUE AJA CARINHO E TESÃO
E QUE EXISTA O PERDÃO
NA HORA DE UM ERRO A TOA
PORQUE QUEM AMA PERDOA
E PRA VIOLÊNCIA DIZ NÃO.

A MULHER ERA CRIADA
PRA OBEDECER E PROCRIAR
MAS ISTO VEIO A MUDAR
HOJE ESTÁ EMPODEIRADA
TEM UMA MENTE AVANÇADA
FRAGIL SÓ FISICAMENTE
MANIFESTA-SE SOCIALMENTE
BUSCANDO OS SEUS DIREITOS
QUEBRANDO ASSIM PRECONCEITOS
DE PARCEIROS E PARENTES.

TODA MULHER HOJE EM DIA
VAI PRA ONDE ELA QUISER
SE IMPOE COMO MULHER
COMO SEMPRE DEVERIA
VIVE A SUA ALEGRIA
TEM DIREITOS SOBRE ELA
FAZ DA SUA PASSARELA
SEU CAMINHO PARA BRILHAR
CHEGA ONDE QUISER CHEGAR
BUSCANDO SUA AQUARELA...

Preservando os direitos autorais colocamos apenas as seis primeiras páginas do cordel. Cordel  de oito páginas , feito em decassílabo,com esquema de rima, ABBAACCDDC.




quarta-feira, 6 de junho de 2018




CARDÁPIO NAVAL
autor - Jaime Correia da Silva




Dizem que foi privilégio
Ter entrado na Marinha
Embarcado em um navio
Ser mandado pra cozinha
Para descascar batatas,
Veja que sorte esta minha!

Não sabia fazer nada
Referente à comida
Tinha que lavar panelas
Ficava com a mão fedida
Chorava quando a cebola
Tornava a vista ardida.

Quem trabalha na cozinha
É chamado de rancheiro
Assim começa a jornada,
Adestramento primeiro,
É prova de resistência
Pra marujo e fuzileiro

Rei Netuno, me ajude
A dizer como é que é
Que marinheiro escorrega
Rodopia e cai em pé
Navega com Iemanjá
E nela tem muita fé.

Como não sabia nada
Nem como usar o talher
Pois na casa de meu pai
Eu comia de colher
Por isso sentia medo
Fazer feio com mulher

Com tempo fui aprendendo
Agir com zelo e etiqueta
Fiquei craque socialmente
E ágil como um cometa,
Leia agora o que escrevi
Usando minha caneta:

Valei-me musa sagrada,
Protetora mãe sereia
Vamos falar do picado,
Almoço, jantar e ceia,
Sem malhar a refeição
Porque isso dá cadeia.

Vernáculo é linguagem
Particular de um país
O português que se escreve
Não é o que a gente diz,
Como fala o marinheiro
Desde o tempo de aprendiz.

Refeição se chama rancho
Qualquer comida é picado
Carne moída, meu chapa,
Eu chamo de boi ralado,
Sob o purê de batata
Aí é manto sagrado.

Hambúrguer, vejam vocês,
Que coisa interessante
Justo porque é redondo
Virou pata de elefante.
 ravióli e canelone,
Marujo, marche e cante!

Hambúrguer tem outros nomes
Que vão deixar mui contento,
Era compacto simples,
Também pata de jumento,
Picado de marinheiro,
De cabo, sub e sargento.

Cordel com 08 páginas , 16 estrofes, em sextilha , com rimas na 2ª, 4ª e 6ª estrofe., preço unitário do cordel, 2 reais.

Preservando os direitos autorais, não publicamos o restante do cordel,
caso tenham interesse, contactar com o escritor ou por aqui com nossa cordelaria.

FONES:

CORDELARIA :081 9 86695916 - zap
AUTOR 55 021 97185.3121