Poesias de Cum Força

quinta-feira, 27 de junho de 2019

PEDRO TENENTE CENTO E CINQUENTA ANOS


PEDRO TENENTE
CENTO E CINQUENTA ANOS

     Israel Batista

Senhor agora te peço
Novamente de coração
Que tu movas teu dedo
E me dê muita inspiração
Pra falar agora em versos
Desse grande cidadão

Pedro Gonçalves de Morais
Conhecido Pedro Tenente
Um rude camponês
Mas bastante inteligente
Não tinha estudo nem nada
Mas dava aula pra gente

De como podíamos ser
Pessoa bem civilizada
Sua palavra de ordem
Era por todos, acatada
Por isso sua trajetória
Sempre é bem lembrada        

01

 Era oitocentos e sessenta e nove
Foi o ano em que ele nasceu
Na cidade de Várzea Alegre
Aonde esse fato se deu
Construiria a sua história
Com a força que Deus lhe deu

Filho de Antonio Gonçalves de Oliveira
E de Maria Glória de Morais

Ele foi um homem trabalhador
E na vida foi bem capaz
Enfrentou muitos desafios
Mas não desistiu jamais

Quatorze de março dia e mês
Desse grande acontecido
Ele pelos pais e tios
Era bastante querido
 Pela sua garra e coragem
Jamais foi esquecido

02

Casou duas vezes
Duas esposas Maria
Quatro filhos ele teve
Que lhes deu alegria
Pra alegrar a sua vida
Repleta de dor e agonia

Era um analfabeto
Não sabia ler nem escrever
Mas tinha uma capacidade
Difícil de descrever
 Era bastante inteligente
Só vendo pra se crer

Publicou dois livretos
Contando a história
Do povoamento da cidade
Tinha tudo na memória
Isso pra gente foi importante
Momento de muita glória

03

Pra publicar o livro ele fez
Veja como foi então
Ditava e outro escrevia
Com bastante dedicação
Depois de tudo terminado
Tava feita à edição

Ele só teve uma irmã
Que ele amava tanto
Eram bastante unidos
Embalava o seu canto
Quando ele precisava
Ela enxugava o seu pranto

Naninha de João de Sátiro
Era assim conhecida
Deixou uma grande prole
E é por todos querida
Todos ainda hoje sentem
Uma saudade sentida... CONTINUA
COLOCAMOS APENAS AS 4 PRIMEIRAS PÁGINAS

04





120 ANOS DE SEFAZ - Antonio Neto

Cordel Glosado. 120 Anos da Sefaz-PE.                                                                                  
Meu Leitor preste atenção
No que tenho pra dizer
Também vou esclarecer
Um ato de boa ação
Um Governador ousado  
Criou um órgão gigante.
A Sefaz é importante
Pra riqueza deste Estado.

















O governador do Estado
José Antônio Corrêa
Sem fazer nem cara feia
Fizera o já planejado
O tesouro foi criado  
Num gesto muito elegante.
A Sefaz é importante
Pra riqueza deste Estado.

A Sefaz é o tesouro
Do Estado de Pernambuco
Terra de Joaquim Nabuco
Tributo é pepita d’ouro
Que se preserva guardado
Por ser bem alto o montante
A Sefaz é importante
Pra riqueza deste Estado.

Esse evento sucedeu
No século dezenove
Neste registro comprove
Como tudo aconteceu.
Pra ficar bem informado
Siga à frente, mais avante.
A Sefaz é importante
Pra riqueza deste Estado.

Neste, 21 de setembro
Toda sefaz tá em festa
Uma alegria repleta
Se já teve eu não me lembro
Ou já foi comemorado
Este evento interessante
A Sefaz é importante
Pra riqueza deste Estado.

Seu primeiro secretário
Foi Afonso de Albuquerque
Nos gastos usava o breque
Na segurança do erário
O tesouro conservado 
Deixava-lhe radiante
A Sefaz é importante
Pra riqueza deste Estado...

Colocamos apenas algumas estrofes do cordel.


                                                                                        Antônio Neto

O TRONCO DE AMANSAR CORNO - Jaime Correia da Silva


O TRONCO DE AMANSAR CORNO

Valei-me musa sagrada
Protetora de quem chora
Ajuda fazer uns versos
Este filho que implora
Para lembrar com saudade
A casa que eu deixo agora.

O nome desse romance
Saiu quentinho do forno
História interessante
De ida volta e retorno,
A vida dos meus vizinhos
E o tronco de amansar corno.

Antes peço desculpas
Das coisas que vou contar
Sem ofender a ninguém
E nisto posso errar
Porque fazer tudo certo
Só o grande Jeová

Cheguei em setenta e cinco
Pensando em morar só
Numa cabeça de porco
Depois chegou o Jiló
Nestor veio de Recife
E Alberto de Mossoró.

01

Aqui encontrei Zé grande
Joaquim e conterrâneo
Três cabras da Paraíba
De coração espontâneo
Que outros não têm iguais
Do norte ao mediterrâneo

Achei também o Fu fu
Zé da velha e Sueli
Irene e as três Marias
Josué eu conheci.
Rosa, Rita, Marilda e Lúcia.
Nem de Zezé esqueci

Falta falar em seu Lopes
Em D. Neuza e Mundinho,
Eurídice, Buginga e Sérgio.
De Eliane e Edinho
Vizinhos especiais
Que tratarei com carinho.

Se me esqueci de alguém
Desculpe não me lembrar
Mais adiante eu escrevo
Na hora de recitar
O nome desses amigos
Que me esqueci de falar

02

Amigo chegou a hora
De pensar mais um pouquinho
Pra não fazer injustiça
E não sair do caminho
Porque vou nesse momento
Falar de cada vizinho.

Começarei com Francisco
Que é um bom Natalense
Apelidado de Jiló
Embora você não pense
Com essa cara de bobo
Qualquer mulher ele vence

Gamado em mulher de zona
Na zona sempre ele mete
Embora ame uma moça
Desde que era pivete
É Deus no céu e na terra
O seu amor Marinete..

De certa moça gostou
Mas foi amor passageiro
Porque na zona só manda
Quem gasta muito dinheiro
Ficou em Caruaru
O seu amor verdadeiro

03


Agora ele quer voltar
Com grande contentamento
Está juntando dinheiro
Para o seu casamento
Que ele seja feliz
Com fé em Deus e São bento.

Jiló está estudando
Querendo mudar de vida
Pra quando voltar pro Norte
Deixar a farra esquecida
E ter a sua cultura
Igual à sua querida.

As “toucas” que ele deu
Nem por decreto eu digo
Como aconteceu com ele
Poderia ser comigo
Além do mais não é certo
Falar mal de um amigo.

Agora preste atenção
E saiba quem é Nestor
Que veio lá de Recife
Chegando aqui se formou
Na arte da  carpintagem
Hoje é um grande doutor.

04

Quem conviveu com Nestor
Garanto que nunca esquece
Por causa das sacanagens
Que ele faz como prece
Fazia as coisas tão bem
Duvido que alguém soubesse.

Tirar o couro dos gatos
Para fazer tamborim
Dar banho em quem perturbasse
Com ele ou coisa assim
Botar despacho na porta
De quem tem medo do fim.

Um dia estava inspirado
E fez mais uma das suas
Para ver se algum medroso
Fazia xixi na rua
Por causa de um despacho.
Agora fica na tua...


Fez um boneco de pano
Com linha, bem costurado,
Vermelho igual Satanás
Com vela por todo lado
E colocou no banheiro
Pra ver o povo agitado

05

Não sei quem viu de manhã
Aquela coisa mutreta
Na frente uma vela branca
Do outro lado uma preta
Ninguém entrou no banheiro
Que lá estava o Capeta.

Chamaram a D. Irene
Que é macumbeira formada
Nas sete flechas de Exu
E não tem medo de nada
Pois tinha gente tremendo
E com as calças mijadas.

Outra de muita coragem
Que veio para ajudar
A desmanchar o feitiço
Tentando invalidar
Foi Sueli de Zezé
Que começou a cantar

Elas cantaram um ponto
Com as palavras assim:
São Jorge é poderoso
São Bento e São Serafim
O mal no bem se transforme
Se o feitiço é pra mim.

06

Pegaram o feio boneco
Com um pouquinho de temor
Jogaram em minha calçada
E deram um banho de abô,
Uma mistura de mato
Que fede mais que cocô.

Depois do boneco aberto
Por dentro não tinha nome
Disseram que foi mulher
Querendo amarrar um homem
Pois o boneco era magro
Igual a quem passa fome


Então acusaram Irene
Uma garota bacana
Que nada tinha no caso
Então ficou caninana
Brigou um dia com Rosa
Mudou na outra semana.

Já viram como Nestor
Bom filho dessa nação
Usando sua malícia
Começa uma confusão
E fica rindo da briga
De embolar pelo chão

07

Se eu for falar de Nestor
Acabo ficando rouco
Se for escrever em versos
Na certa vou ficar louco
Pois todo papel do mundo
E vinte anos é pouco.

Difícil é um nordestino
De Recife ou Caicó
Que more em São Cristóvão
E não adore um forró
Conterrâneo também gosta
De farinha e mocotó.

Completamente, perfeitamente
E também naturalmente
O Conterrâneo falava
Quando estava bem quente
Pegava o fole e dizia:
- Gonzaga sim, é pra frente!

Quando não tinha forró
Ele curtia uma fossa
Ouvia Carlos Alberto
Que também é gente nossa
Ou mesmo Nelson Gonçalves
O boêmio da voz grossa

08

Quando o forró começava
Tocava até de manhã
Forró de Luiz Gonzaga
Que Conterrâneo é fã
Tinha cachaça e miúdo
Às vezes até ribassã.


Vou explicar pra vocês
Alguma coisa o que é:
Fole, quem sabe é sanfona.
Que não se toca com o pé
Na língua do Conterrâneo
Arribassã é mulher.

A história de Mundinho
É de cortar coração
Tirou a Rita do Norte
Pra dar-lhe casa e feijão
Ela botou tanta gaia
Que o chifre arrastou no chão

O pobre penava tanto
Pra ver a casa bonita
Quando acendia o fogão
Pra esquentar a marmita
Tinha também que fazer
A mamadeira de Rita.

09

Pois a bichinha mamava
Igual filho de raposa
Mundinho com ela no colo
Alimentava a esposa
Eu penso que o caso dela
Era mamar outra coisa.

As três Marias do beco
Eram pessoas de fé
Maria de Sueli
Que foi para o Jacaré
Maria de Frederico
E Maria de Josué.

Botaram um apelido
Em Sueli de “chuchu”
A Lúcia foi batizada
Com o nome de “Tijibu”
E Florêncio hoje em dia
É o conhecido Fufú.

Fufú é cabra valente
E não tem medo da morte
Deve ser bem protegido
Na certa tem muita sorte
Porque expulsou o outro
Que era muito mais forte


É um rapaz cumpridor
Dos seus deveres caseiros
E diz que homem que é homem
Tem o charme brasileiro
De ser papai de três filhos
E só ter feito o terceiro....CONTINUA!!!!!!

10

Colocamos apenas as 10 primeiras páginas deste cordel, o total são vinte páginas.

FERNANDO ARCOVERDE- MEU PROFESSOR DE FRANCÊS


FERNANDO ARCOVERDE
MEU PROFESSOR DE FRANCÊS

POETA ANTONIO NETO

Doutor Fernando Arcoverde
O professor de Francês
Lecionava o latim
E a disciplina de inglês
Um professor competente
De saber polivalente
Talvez soubesse Chinês

 Indo tenho na lembrança

Um fato que aconteceu
Quando fui matricular-me
O professor me atendeu
Prestando bem atenção
Viu na documentação
Parabéns então me deu

Foi no curso de admissão
No dia três de janeiro
Dezesseis anos completo
Ganhei mais um ano inteiro
Dezesseis eu completava
Quem me parabenizava
O professor foi primeiro...


colocamos apenas 3 páginas deste cordel.




              
           
           



domingo, 23 de junho de 2019

CORDEL DO BEBOIM- ALTAIR LEAL


Vou falar neste cordel
Com muita satisfação
De uma bonita paixão
Que selada em papel
Um ao outro é fiel
Aos poucos se conquistaram
Nem eles acreditaram
E a historia é maluca
Pois o amor de Guto e Luka
Cresceu e se apaixonaram.

01


2011 foi o ano
Que na casa de um amigo
Cupido buscou abrigo
Criando pros dois um plano
E certeiro sem engano
Guto se apaixonou
Luka para ele olhou
E também não percebeu
Que o amor ali nasceu
E a vida dos dois mudou.

02


E eles foram namorando
E aos poucos se conhecendo
Também o amor crescendo
Foram enfim se conquistando
E assim o tempo passando
Até chegar o momento
De falar em casamento
Em 2016 casaram
E a todos alegraram
Com este acontecimento.

03



Luka de preto casou
Preto é cor social
Guto achou muito legal
E a ideia apoiou
Muito bela ela ficou
E assim depois de casados
Logo encheram de cuidados
O amigo fiel Tobias
Que ao casal trouxe alegrias
Mas se foi ano passado.

04



E esse ano veio Fredinho
Para o lar alegrar
E também para lembrar
Como é bom ter um bichinho
Para amar e dar carinho
E assim que ele chegou
O casal se alegrou
Com uma bela novidade
Foi tanta felicidade
Que a vida deles mudou.
05


E a todos alegrando
Beboim traça o destino
É menina ou menino?
Estão todos perguntando
Na barriga tá chutando
Desde onze de abril
Quando Luka sentiu
Que tinha um ser na barriga
No ventre um amor abriga
E que nasça bem sadio.

06


Guto teve que viajar
Porem a Luka ficou
Pra São Paulo ele viajou
Precisando trabalhar
Pensando no bem estar
Luka espera contente
Mesmo longe fisicamente
Estão mais apaixonados
Com o bebê tem cuidados
e Beboim fica contente.

07


Mas agora minha gente
Beboim está chegando
E vai tá lhe esperando
Bem feliz e bem contente
Quero lhe deixar ciente
Eu não vou dizer o mês
Mas quando chegar a vez
Vem me ver, me abraçar
Os meus pais irão amar
Eu espero por vocês.

08